31 agosto 2007

De noite as ruas perdem todo o sangue
de quem por elas durante o dia passa,
e no chão imperfeito acontece a
insónia escura de um longo dia, e

o silêncio

é maior do que o trovão que dele
instantâneamente nasce,
e o ar vibra com as águas de um rio,
o vento na copa das árvores estremece
o fundo das costas, um leão surge rente
ao fundo dos olhos,

e nada acontece, porque

de noite as ruas perdem todo o sangue
de quem por elas durante o dia passa.

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