25 maio 2007

Lacrimae Mundi

A norte dos teus ombros
o sol desmaia sem a glória
ardente de um pôr-do-sol.
As paredes brancas bebem
toda a luz de um astro
que não quer ser rei
e as nuvens desabam cinzentas,
são pedras que caem
como gotas de chuva,
a norte dos teus ombros.

2 comentários:

alice disse...

belíssimo poema, nuno. "bebem toda a luz de um astro" é um verso de antologia. modestamente, os meus parabéns. um beijinho.

Nuno disse...

alice,

é sempre muito bom ter a tua visita.
obrigado,
outro beijinho.