Lacrimae Mundi
A norte dos teus ombros
o sol desmaia sem a glória
ardente de um pôr-do-sol.
As paredes brancas bebem
toda a luz de um astro
que não quer ser rei
e as nuvens desabam cinzentas,
são pedras que caem
como gotas de chuva,
a norte dos teus ombros.
2 comentários:
belíssimo poema, nuno. "bebem toda a luz de um astro" é um verso de antologia. modestamente, os meus parabéns. um beijinho.
alice,
é sempre muito bom ter a tua visita.
obrigado,
outro beijinho.
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